segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

o barco a deriva

tudo esmorece
cada vez subia mais
mas nda amortece
aquele embate forte que tive no cais
o mar bravo
o coraçao solto
o barco sobrevoado
numa gaivota que grita pela sua revolta
sem eira nem beira
andamos a solta
naquele barco sem volta
aguardamos embate naquela trincheira
caminhamos no mar sem fim
a espera de algo que te aceitem
fartos de andar assim
farto d tudo o que as pessoas sentem
nao sao capazes de se libertar
como se liberta o mar
e andar a deriva sem parar
sem horas nem dia marcados para voltar
apenas caminhar
por aquela imensidao fora
sentir amor
ate que caia a ancora 
sem parar 
caminhamos a deriva 
ate o dia chegar 
em que tenhamos de deixar e partir desta vida


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